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The Party: nova série de Luke Evans mergulha na machosfera e na crise da masculinidade

Depois de Half Man, de Richard Gadd, e Tip Toe, de Russell T Davies, The Party fecha uma espécie de trilogia de séries que, segundo o Queerty, são mais assustadoras que qualquer filme de terror deste Halloween: todas examinam o choque explosivo entre queerness e masculinidade tóxica. Baseada no livro de Elizabeth Day, a minissérie de cinco episódios da ITV começa pelo fim, com o jornalista Martin Gilmour (Luke Evans) sendo interrogado sobre um crime ainda não revelado.

A trama gira em torno da festa de 40 anos de Ben Fitzmaurice (Tom Cullen), político rico que quer liderar o Partido Conservador britânico. Em flashbacks, vemos como Martin, bolsista num colégio de elite, desenvolveu com Ben uma amizade íntima que virou um romance secreto — até que um acidente fatal causado por Ben foi assumido por Martin, por devoção e por pressão do pai poderoso do amigo.

O episódio separou os dois para sempre, e ambos passaram a negar o que sentiam — Ben a ponto de se tornar um parlamentar contra os direitos LGBTQIA+, em campanha para acabar com a “maldita lacração”. A série é um retrato complexo das consequências da repressão.

Evans, que também é produtor executivo, disse à Variety que se identifica com Martin como homem gay de origem operária e religiosa, e alertou que a igualdade no Reino Unido “não está nem de longe segura”: “Esses sussurros de ameaça à sua vida e à sua identidade podem fazer as pessoas se esconderem — e na minha indústria sei que isso acontece”. A série está no ITVX, no Reino Unido, ainda sem previsão nos EUA.


Leia na íntegra (em inglês, no Queerty)
Imagem: reprodução/Queerty