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Divagando pelo universo queer: notícias, cultura e curiosidades

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Cinema e TeatroPessoas Trans

Quem diria que um filme trash de terror teria tanto a dizer sobre criar filhos queer?

Na série “A Gay Old Time”, que neste outubro revisita sequências de terror mais gays que os originais, o Queerty escolheu O Filho de Chucky (2004). A franquia Brinquedo Assassino foi criada no fim dos anos 1980 pelo roteirista e diretor abertamente gay Don Mancini como uma sátira ao consumismo americano, e foi ficando cada vez mais cômica e camp a cada filme — até Chucky ganhar uma noiva, Tiffany (Jennifer Tilly), e depois um filho.

No filme, Glen(da), o filho do casal de bonecos assassinos, ressuscita os pais em Hollywood, onde está sendo produzido um filme sobre eles — mas não herdou o gosto pelo crime. Tilly interpreta a si mesma numa atuação totalmente camp, e John Waters faz uma ponta como um paparazzo obcecado pela atriz.

O mais surpreendente é o conteúdo queer explícito: Chucky e Tiffany não sabem se o filho é menino ou menina, e Glen(da) diz que não se sente nem uma coisa nem outra, experimentando roupas, maquiagem e expressões de gênero. Embora seja tratado com humor, o tema aparece com empatia e sem julgamento — os pais estão mais preocupados com o instinto assassino do filho do que com sua identidade de gênero.

A série de TV de 2021 retomou o tema, com Chucky respondendo se aceita o filho de gênero fluido: “Não sou um monstro”. Para o Queerty, só um criador queer conseguiria equilibrar o exagero camp com uma discussão tão sensível sobre identidade. O filme está na Netflix.


Leia na íntegra (em inglês, no Queerty)
Imagem: reprodução/Queerty