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Pessoas TransPolítica e Direitos

Hegseth quer expulsar militares trans, mas juntas da Marinha e dos Fuzileiros insistem em mantê-los

O Pentágono quer tirar militares trans das Forças Armadas, mas parte dos oficiais que analisam os casos individuais pensa diferente. Segundo o New York Times, as juntas de desligamento da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais votaram pela permanência de militares trans em nove de 12 casos — uma resistência dentro da própria máquina que executa o banimento ordenado por Donald Trump e defendido pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Um dos beneficiados foi o sargento fuzileiro Damien Contreras, especialista em logística com três missões no exterior. “São combatentes avaliando combatentes”, disse. O voto favorável, porém, não garante a permanência: um memorando de outubro de 2025 permite que comandantes derrubem as decisões das juntas. No Exército e na Força Aérea, o cenário é o oposto — as juntas recomendaram a dispensa em quase todos ou em todos os casos conhecidos.

O Pentágono também passou a exigir que militares trans compareçam às audiências com uniforme e corte de cabelo do sexo designado ao nascer, e que a recusa possa pesar contra eles. Em agosto, o capitão Kai Proce, com 11 anos de serviço e mentor de cadetes em West Point, foi afastado apenas por causa do diagnóstico de disforia de gênero, apesar de toda a documentação sobre sua carreira.

O governo alega razões de prontidão, coesão e custos e diz que a política trata de uma condição médica, não da identidade trans — mas Hegseth fala abertamente em excluir pessoas trans, muitas vezes com insultos. Enquanto isso, militares que processam o governo, como o tenente Nicolas Talbott e a tenente Clara Winchell, enfrentam seus próprios processos de desligamento, à espera de uma decisão da Suprema Corte.


Leia na íntegra (em inglês, no The Advocate)
Imagem: reprodução/The Advocate