Por que a Meta continua suspendendo os perfis de bares gays no Instagram?
O Anthem Orlando, boate LGBTQIA+ que completou um ano em outubro, teve sua conta no Instagram suspensa dois dias depois da Parada da cidade, sem que a Meta apontasse qual post ou regra teria sido violada. O dono, Mike Vacirca, pediu publicamente que Adam Mosseri, chefe do Instagram, coloque um humano para analisar o recurso e investigue por que espaços queer continuam caindo nos filtros.
O caso não é isolado: a boate Savoy Orlando perdeu duas contas, e o bar Rain on 4th, em Austin, teve a página derrubada em julho. Segundo o dono, os posts sinalizados eram fotos “para todas as idades” de drag queens: “Os dançarinos não foram marcados como impróprios, mas uma drag sorrindo foi”.
Bares como o Wilka’s, em Nova York, e o The Stud, em São Francisco, também foram afetados e só recuperaram as contas depois de muita pressão — no caso do Stud, com ajuda de funcionários da própria Meta que frequentavam o lugar. Segundo o New York Times, a empresa depende cada vez mais de inteligência artificial para moderar conteúdo.
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Imagem: reprodução/them