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Divagando pelo universo queer: notícias, cultura e curiosidades

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As Blood Sisters de San Diego: as lésbicas que doaram sangue para salvar homens gays durante a epidemia de aids

Em 1983, a FDA proibiu doações de sangue de homens que fazem sexo com homens, em plena epidemia de aids, o que agravou a escassez de sangue justamente quando os doentes mais precisavam de transfusões. Em resposta, lésbicas de todo o país organizaram campanhas de doação. Neste fim de Mês da História LGBTQIA+, a Them relembra um desses grupos: as San Diego Blood Sisters.

O grupo nasceu na ala feminina do San Diego Democratic Club, organização queer que viu mais da metade de seus líderes homens receberem o diagnóstico em apenas dois anos. As fundadoras Wendy Sue Biegeleisen, Nicolette Ibarra e Barbara Vick organizaram a primeira de 12 campanhas no verão de 1983, que reuniu mais de 200 pessoas e pelo menos 130 doações — com um acordo para que o sangue fosse destinado a homens gays.

Houve também reação: muitos pediram o fim das campanhas por medo e homofobia, e a Cruz Vermelha chegou a cancelar uma delas no condado de Orange, embora lésbicas fossem o grupo de menor risco de infecção.

A história das Blood Sisters é uma entre muitas. Por todo o país, lésbicas atuaram como enfermeiras, cuidadoras, amigas e irmãs de homens abandonados por suas famílias — como a enfermeira Val Robb, em São Francisco, e a assistente social Caitlyn Ryan, que relembra o caso de um jovem cujos colegas de apartamento queimaram tudo o que ele tinha após o diagnóstico. “Como não ajudar?”, diz ela.


Leia na íntegra (em inglês, no them)
Imagem: reprodução/them