“Contei à internet que sou uma mulher hétero no Grindr. Aí as coisas se complicaram”
J’Net Nguyen viralizou com um ensaio na Out sobre usar o Grindr há anos para fazer amizade com homens gays — com direito a perfil “versátil ativa”. A reação foi majoritariamente positiva: homens do mundo todo escreveram oferecendo amizade e hospedagem, e um leitor europeu, de um país pouco acolhedor, disse mal conseguir imaginar homens gays compartilhando fotos íntimas com uma amiga hétero sem que isso fosse estranho.
Ela chegou a publicar o texto no LinkedIn, e uma executiva lésbica contou que ver alguém falar abertamente sobre o Grindr fez a rede profissional parecer mais segura. Na mesma semana, Nguyen estava sendo nomeada para um conselho global — duas versões da mesma mulher.
Uma minoria discordou, argumentando que o Grindr deveria ser um espaço só de homens gays e bissexuais. Nguyen reconhece que espaços conquistados com tanta luta, e cada vez mais raros, merecem ser protegidos, e diz que respeitar um espaço também é saber a hora de ir embora.
Por outro lado, amigos já lhe disseram que só ficaram em uma festa gay porque a viram lá. Ela evita apps como Sniffies e Goose, que se apresentam como exclusivos, e diz que sairia do Grindr se ele passasse a ser só para LGBTQIA+. “É a diferença entre ser acolhida em um espaço e achar que tem direito a ele. Eu fui procurar meus amigos.”
Leia na íntegra (em inglês, no Out)
Imagem: reprodução/Out